Tenho certeza que no futuro olharão para trás e dirão que éramos burros, que perdemos a capacidade de desfrutar da vida, a capacidade de andar despreocupado, de realmente sorrir, de aproveitar o momento sem pensar no que temos que fazer, de que éramos perdidos. Talvez gerações perdidas. Não conseguirão entender como é que o tempo que devíamos aproveitar a vida podia ser tão curto, afinal, se a vida é uma só e temos que aproveitá-la ao máximo, como sabendo disso, jogávamos nosso tempo descarga abaixo??? Não entenderão como pessoas podiam se submeter a trabalhos tão mecânicos, como puderam passar a vida inteira assim? É claro que levantarão vozes dizendo que não tinham alternativa, pois digo que estão erradas, pois alternativas sempre há, somos apenas nós que não queremos exergá-las ou que damos desculpas para dizer que não tínhamos escolha, desculpas para nossa covardia. Também não entenderão tantas regras sociais inúteis, não entenderão a prisão a que nos sujeitamos por simples comodismo social. Certamente ficarão chocados com o tamanho da nossa hipocrisia, provavelmente darão risada, será motivo de piada, como de um lado pregamos uma coisa e de outro lado fazemos exatamente o contrário, e isso vale para toda balela do “politicamente correto”. Em resumo, seremos uma sociedade de formiguinhas, milhões e milhões de pessoas correndo de um lado para o outro, trabalhando e trabalhando, sem saber muito bem para que…? Como correm, dirão, mas se perguntarem para que, não saberemos responder.
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