a SUA felicidade

“Aceitem o fato de que a concretização da sua felicidade é o único objetivo moral da sua vida, e que a felicidade – não a dor nem a estupidez autocomplacente – é a prova da sua integridade moral, visto que é a prova e o resultado da sua lealdade à realização dos seus valores. A felicidade era a responsabilidade que vocês temiam, e ela exigia aquela espécie de disciplina racional que não se valorizavam o bastante para assumir – e a esterilidade ansiosa da sua vida é o monumento à sua insistência em se evadir da consciência de que não há substituto moral para a felicidade, não há covarde mais desprezível do que o homem que abandonou a batalha pela sua própria felicidade, temendo afirmar seu direito à existência, faltando-lhe a coragem e a lealdade à vida que têm uma ave ou uma planta que procura o sol. Joguem fora os trapos que protegem o vício a que vocês chamam de virtude: a humildade. Aprendam a valorizar-se a si próprios, ou seja, a lutar pela sua felicidade. E, quando tiverem aprendido que o orgulho é a soma de todas as virtudes, vocês aprenderão a viver como homens”.

“Um passo básico na aprendizagem do amor-próprio é encarar como sinal de canibalismo toda exigência de ajuda. O homem que exige ajuda de vocês está afirmando que a sua vida é propriedade dele – e, por mais repugnante que isso seja, há algo ainda mais repugnante: concordar e aceitar. Perguntam vocês: ‘É bom ajudar outro homem?’ Não, se ele afirma que se trata de um direito dele ou de um dever moral seu; sim, se isso é o que vocês desejam, com base no prazer egoísta que lhes proporciona o valor da pessoa e da luta do outro. O sofrimento como tal não é valor; só a luta do homem contra o sofrimento é. Se optarem por ajudar um homem que sofre, façam-no apenas com base nas virtudes dele, na sua luta para se salvar, na sua racionalidade, ou no fato de que seu sofrimento é imerecido. Nesse caso, seu ato continua sendo uma forma de comércio, e a virtude dele é o pagamento da sua ajuda. Mas ajudar um homem desprovido de virtudes, ajudá-lo apenas porque ele está sofrendo, aceitar seus defeitos, sua necessidade, como algo que imputa a vocês uma obrigação, é aceitar que um zero hipoteque os seus valores. Um homem desprovido de virtudes odeia a existência e age com base na premissa da morte. Ajudá-lo é sancionar seu mal e manter sua carreira de destruição. Seja um centavo que não vai lhes fazer falta ou um sorriso simpático a que ele não fez jus, dar tributo a um zero é trair a vida e todos aqueles que tentam lutar por ela. Foram centavos e sorrisos assim que fizeram a desolação do seu mundo”.

(TRECHO EXTRAÍDO DO LIVRO: A REVOLTA DE ATLAS, V. III, DE AYN RAND)

 

 

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