Amanhã será um novo dia

Sentia embrulhado em meu estômago o gosto amargo da derrota. A derrota era certa, dura e inflexível. Eu ainda insistia em lutar com ela, e a sensação era a de dar socos e pontapés em um muro de concreto. Eu sangrava. Dilacerado meu coração pingava, empalidecia e murchava sob meu corpo triste e desanimado. Eu tinha nascido para brilhar, mas agora tinha que aceitar minha derrota. Eu tinha que a encarar de frente, olhar em seus olhos verdes, sentir seu bafo quente, molhar-me com sua baba asquerosa que pingava de seus dentes afiados e levantar meu queixo em desafio. A guerra ainda não estava perdida. Eu tinha apenas que assumir para seguir em frente. Eu tinha que me levantar. Eu precisava. Mas hoje, era como se toda energia que houvesse restado em mim tivesse se esvaído com meu sangue, hoje eu estava largada no chão, contorcendo-me em convulsões de dor e raiva. Amanhã seria um novo dia. E eu me ergueria ao pedestal que me pertencia.

 

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