Esperança

Parecia pouco diante de toda minha luta.

Pareciam de sangue as lágrimas que escorriam de meus olhos.

Parecia que eu desfalecia aos poucos. Uma tortura lenta seria minha morte, morte de quem merece sofrer.

Eu não merecia, mas pouco importava. A injustiça sempre ladrilhou meu caminho.

A dor também sempre esteve à espreita pronta para puxar meu pé.

Do vazio dos meus dias sentia a impotência, infelicidade extrema de querer muito mais da vida, muito mais do que ela poderia me oferecer.

O que era afinal a vida senão uma armadilha?

Prazer dos invejosos me ver sempre cair de quatro, sempre enganando-me de que houvesse em algum lugar felicidade.

Que otimismo é esse que me motiva? Por que sinto tanta esperança?

Tanta luta, tantas feridas, tanto sangue e o que eu, afinal, conquistara?

Parecia tão pouco por tanto sangue escorrido, tantas cicatrizes aparentes e tanta dor no olhar.

Ainda assim eu insistia em sorrir por minhas pequenas vitórias. O que era essa alegria que eu insistia em sentir?

Esperança e otimismo bom no coração dos bem amados. Era eu, assim.

 

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