Dor latente

Eu sangro, ardo e me reconstruo a todo tempo. Há dor na destruição, mas há dor maior ainda na reconstrução de quem sou. Resgatar minha alma de algum calabouço escuro pode doer, talvez ainda mais do que eu possa tolerar. Minha alma não deveria viver fora de mim, nunca. Deveria me habitar, como habita todas as suas vozes afiadas e mentirosas… Minha alma deveria nunca fugir e ser de um escudo inquebrantável, para que não pudesse se ferir, toda vez que meu coração sangrasse pelo teu fel… Eu vejo uma poça de sangue e estou mergulhado nela. Meu próprio sangue, minha própria dor. Tenho que me fortalecer para que não me perca de mim mesma.

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