Vampirizando-me

Às vezes me policio para só dizer verdades e percebo a ironia que existe em toda artificialidade que nos cerca. Se tenho falas prontas, todas infiéis aquilo que sinto, de que realmente importam, se todas as perguntas que escuto, de verdade são retóricas. E se gostaria de entender a verdade da existência, de que importa, se as ilusões parecem importar mais. Se quero eternizar o instante, sinceramente, de que importa se os passatempos com seus vícios parecem importar mais que a vida. E se me preocupo tanto com a vida de que importa se a sua fuga seduz. Em dias cinzas como esse, matrix não parece um exagero e chego a me perguntar quantas vidas valeram mesmo a pena e me pergunto também por quanto tempo aguento ser  sugada sem me perder eternamente.

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