A escuridão infinita

Lágrimas podem ser cruéis, muitas vezes ácidas podem corroer sua própria pele. Não é meu caso. Eu tenho lágrimas doces nos olhos de uma saudade infinita que sinto por um amor maior que tudo. O escuro do meu jardim, que olho agora, sem medo, só triste, me faz lembrar que esse é o mês de sua morte. Prefiro não pensar nela, mas sempre penso pelas saudades que apertam forte até quase sufocar e principalmente porque ela me lembra de todos momentos caros que não voltam mais. Carrego no coração todos nossos momentos dourados. E feliz em pensar que foram tantos, mas tantos, incontáveis sorrisos, lições, olhares, cumplicidade e uma lealdade canina e obcecada, sempre a você, papai. Que o escuro desse céu que inunda minha sala tenha o poder de se completar com todas minhas lembranças brilhantes e transformá-las no sonho que você sempre foi para mim.
Depois de um ano que morreu eu escrevi um livro. Sim, você se lembra? Sempre gostei de escrever. Esse livro trata de um tema que nós dois gostávamos muito, você deve saber bem qual é…Claro que sabe! Ainda hoje fico pensando se escrevi como uma forma de ficar perto de você, por saudades, se foi alguma homenagem ou se foi você quem me inspirou de onde está. Só sei que os anos passam e sinto esse breu lá fora…sei que é infinito.

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