Sobremesa do jantar

Havia uma brisa leve no ar. Eu podia sentir as notícias que ela trazia. É curioso como podemos ouvir o tempo nos sussurrar, sorrindo, como se fôssemos crianças e nos contasse um pequeno segredinho, algo que nos surpreende de um jeito bom e nos faz rir feito criança ao descobrir a sobremesa que tem para o jantar. Era alguma coisa assim que eu sentia e era inevitável sorrir e sorrir de novo, olhando para todos os lados animada, como para que descobrissem que existia alguma coisa e que era muito boa e que poderiam comigo relaxar e se divertir, podiam confiar. Como explicar a alegria que brinca com meus olhos e minha boca e me faz flutuar? Sem nada de concreto, só suposições, de um vento alegre e faceiro? Como justificar essa alegria boba que no fundo é mais uma promessa, mas que ainda assim parece mais doce e saborosa que a própria sobremesa do jantar? Às vezes nem precisamos do doce, só precisamos nos lembrar que ele está logo ali, que existe sua possibilidade. Só isso.

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