Tudo e Nada

Ah… na vida é preciso tanto e não é preciso nada… Precisamos de força, precisamos de alegria, precisamos de amor e daquela vontade enlouquecida… Mas também se olharmos dentro da gente perceberemos que temos o pacote completo, tem mesmo tudo ali dentro de nós.
Saiba que existe uma energia muito forte dentro de você e seu coração sabe das respostas.
Dúvidas homéricas podem te incomodar, dores das mais terríveis, dilemas existenciais, mas tudo o que precisa é silêncio, conectar-se com si mesmo, desligar as vozes do mundo, olhar dentro do seu coração, ouvir as respostas e se lembrar que existe sempre o caminho do medo e do amor. Prefira sempre o último, pois é lá que seu coração vai sorrir….!
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Para que saber o caminho?

Muitas vezes ficamos desesperados com o “como”… Como chegaremos lá? Como vou resolver essa questão? Como vou conseguir aquilo que tanto quero? Essa fixação pelo “como” geralmente não ajuda. Não é preciso enxergar a estrada inteira para encontrar o caminho. Geralmente enxergamos os próximos metros e é assim que tem que ser. A vida costuma se revelar por suas misteriosas coincidências, por suas surpresas maravilhosas, nos dando ainda muito mais do que aquilo que queríamos inicialmente… Para que querer acabar com os mistérios? Para que querer saber todo trajeto que irá percorrer? O desconhecido é sempre mais encantador. Confie que o caminho surgirá sob seus pés, mas que é preciso, mesmo no escuro, dar o primeiro passo.

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A ovelha e Deus

A ovelha e Deus

—Ai, meu Deus, é muita dor, muita dor, muita dor… Não sei se consigo aguentar!!! —gritava a ovelha desesperada.
O diabo, que estava tirando um cochilo, acordou assustando com tanta gritaria.
—Que foi, ovelha? Por que reclama tanto? —perguntou o diabo.
—Meu Deus, eu não entendo os desígnios do senhor. Por que aniquilou tantas ovelhas do rebanho.
O diabo bufou, lhe cansava tanta gente reclamando o tempo todo, nunca entendeu por que não faziam aquilo que queriam e pronto.
—Responda, meu bom Deus, responda!
—Você deu sorte. Estou com bom humor e isso é raro. Sou sádico.
—Como assim, Senhor? Como assim?
—Ora, eu preciso me divertir . Às vezes só um massacre pode acalmar meus ânimos.
—Que horror!
—Veja bem como fala. Eu posso tudo, se esqueceu? E você não pode nada.
—Claro, meu bom Deus, sou temente ao Senhor.
—Eu sei.
—Como sabe?
—Parte do horror é para que isso aconteça.
—Como assim?
—Precisam ser tementes a mim. Entendeu?
—Isso clarifica bem as coisas.
—Mais alguma coisa, dona ovelha? Eu estava dormindo.
—É que estou sofrendo muito.
—Eu sei.
—E o que tem a dizer, Senhor?
—Nada.
—Nada?
—Nadinha de nada.
—Não vai me consolar?
—E por quê?
—Por que estou sofrendo.
—E eu com isso? Quantas vezes preciso explicar que sou sádico e seu sofrimento até me entretém. Mas que chatice!
—Me desculpe…É que não entendo.
—Não é de se admirar. Poucos entendem.
—Entendem o quê?
—Não adianta…você não irá entender.
—Eu sou uma ovelha inteligente, me explique.
—Sorte sua, dona ovelha, que estou de bom humor. Todos sabem que a vida um dia acaba e ainda assim sofrem.
—É que é muita tristeza. Eu era apegada ao meu rebanho.
—As ovelhinhas estão aqui no céu, brincando comigo. Melhora saber disso?
—Estão mesmo?
—Se você acredita… quem poderá dizer que está errada, dona ovelha?
—Mas estão mesmo, Deus?
—Claro que sim —disse o diabo dando risada.
—Isso acalenta meu coração.
—Eu sei.
—Acreditar que tudo continua em algum lugar sempre e sempre.
—Eu sei.
—Pois é, aqui no céu todos brincam comigo o dia inteiro. E por que você teme a morte?
—Não sei…Besteira, não é?
O diabo gargalhou.
—Muita. Você já imaginou o que faria se soubesse que tudo termina mesmo?
—Acho que teria feito tudo diferente. Teria feito muito mais com o que tenho.
—O que, por exemplo?
—Ah, tudo. Certamente não estaria aqui nesse rebanho bobo e sem opinião.
—Pois é….
—Mas não temos força, não somos nada sem o Senhor. E o melhor é ficarmos aqui juntinhos.
—Isso mesmo —ria o diabo.
A ovelha ouviu a risada.
—Não é assim?
O diabo resolveu falar para aquela ovelha tagarela e curiosa.
—Não é. Claro que não!
—Como assim?
—Vocês têm o poder. Esqueceu da serpente que trouxe o conhecimento? Tá na bíblia.
—A serpente é má.
—Viu só? Não tem jeito de você entender.
—Tente de novo. Sou esforçada.
—Você tem mesmo muita sorte, dona ovelha. Estou bonzinho hoje. A serpente mentiu para Eva?
—Claro que sim.
—Por que ela mentia?
—Falou sobre abrir os olhos e conhecer o bem e o mal, como Deus, quer dizer o Senhor.
—Foi mentira?
—Não…?
—E quem mentiu que quem comesse a fruta da árvore do conhecimento morreria?
—Deus… quer dizer Você, desculpe, o Senhor.
—Pois é….
—Mas o que isso quer dizer?
—Eu sabia que não iria entender…
—Agora tem que falar!
—Não tenho nada.
—Tem sim!
—Você não percebe, ovelha boba, que vocês receberam o poder da serpente.
—Mas não somos nada sem o Senhor. Não podemos nada.
—E pensando assim, acabam não podendo mesmo.
—Mas você acha que eu posso?
—Todo seu rebanho morreu. Você pode recomeçar sua vida, ovelha. Fazer aquilo que quer de verdade. Já pensou nisso, dona ovelha?
—Mas eu quero seguir o caminho do Senhor.
—É… não tem jeito mesmo —suspirou o diabo sendo sincero — Poucos realmente entendem que têm o poder, que, de verdade, escolhem seus caminhos e que é aí está o verdadeiro livre-arbítrio.
—Mas o Senhor não quer que sigamos a palavra do Senhor, e sigamos sempre como um rebanho?
—É claro que é o que eu quero.
—Então eu não entendo…
—Eu sabia —disse o diabo. —Poucos estão acordados. Olha, me desculpe, dona ovelha, mas eu preciso ir, essa conversa tá muito chata. E com toda sinceridade, parece que falo com uma pedra.
—Mas o que será de mim, Senhor?
—Você quem decidirá.
—Mas eu quero saber do Senhor.
—Continue fazendo o que sempre fez.
—Tudo igual? Sempre? —A ovelha estava aliviada.
—Claro e terá tudo o que sempre teve.
—Obrigada, meu bom Deus.
—Agradeça ao Senhor.
O diabo riu e foi embora.

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No fundo o poder está em nossas mãos

Ouço notícias gloriosas de pessoas que admiro, fico feliz, é como se fosse feita justiça.
Nem sempre temos aquilo que merecemos…Há quem diga também que temos exatamente aquilo que merecemos…E há quem diga ainda mais… que somos exatamente aquilo que acreditamos que somos, nem tanto aquilo que somos de verdade…
É uma loucura!
Mas se pensarmos com cuidado perceberemos que criamos rótulos, verdades a nosso respeito que foram formadas em uma época e em uma circunstância que talvez não persista mais….De todo modo, pouco importa. Importa de verdade aquilo que você se propõe a ser…Não…ainda não é isso, é mais que isso. Importa, de verdade, aquilo que você acredita que é, aquilo que acredita que possa se transformar.
Você acorda um dia decidido e de repente você acredita… Como condicionar a mente a acreditar que é o x da questão. Talvez seja mais fácil se tornando, vivendo, se esforçando, então, o cérebro acreditará que é legítimo. Mas às vezes simplesmente viramos uma chave. Sim, simplesmente cansamos de carregar aquele rótulo e o deixamos com louvor para trás… Você pode tudo. E, se for pensar friamente, pode mesmo! E aquilo que quer para você genuinamente sempre foi você e sempre foi seu.

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Acreditar…Você acredita?

Acreditar…Você acredita?
Acreditar…assim… de verdade??
Acreditar como se não houvesse amanhã…?
Acreditar além da correnteza que bate contra…?
Acreditar além do mundo que só diz não secreta e repetidamente a todo tempo ao pé do teu ouvido…?
Acreditar além do amanhã que pode nunca chegar…Acreditar hoje, não, mais que isso, acreditar agora, acima de tudo e todos, acima até de você mesmo e todas suas infinitas inseguranças…?
Acreditar com uma fé inabalável, como se já estivesse aqui e agora, como se fosse real?
E aí, você acredita?
E se eu te dissesse que é tudo que precisa para voar, se assim quisesse?
E se só fosse preciso essa fé forte, que consegue enxergar a rosa ao invés dos espinhos que perfuram sua pele com vigor? Que consegue ver o azul profundo da calmaria do mar embaixo das tormentas? Que consegue se ver satisfeito mesmo faminto? Que consegue sorrir sangrando? Que tipo de fé é essa que consegue viver antes de ter acontecido???
Só o amor pode fazer alguém desejar tanto alguma coisa, tanto mais que o que se preconiza normal e real… Só o amor violento daquela doce obsessão de quem imagina castelos dourados onde só existe areia voando ao vento. Amor que transforma. Não é qualquer amor. Eu te garanto.
Amor que opera milagres que aconteceram somente na sua imaginação para mim é a maior magia que há.
A simbologia de que tudo nos contos de fadas se resolve com o beijo do verdadeiro amor não é pura baboseira…
Significados ocultos estão presentes a todo tempo.
Não é fácil amar e acreditar tanto assim…
É, muito mais que trabalhoso, é natural.
Ninguém força um amor desses. Vem de dentro.

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Seja você de verdade

Há alguma coisa de doce no olhar daquele que está em contato com sua própria essência, além da compreensão. Eu não sei o que é, mas toda vez que encontro esse olhar é mágico. É a pessoa sendo aquilo que ela realmente é, de forma legítima, sem interferências, cópias ou códigos morais . É uma força suprema que percebo tem força de destruir as barreiras e mudar o mundo. Basta simplesmente ser, de verdade, com profundidade, em sua máxima essência. Essa é a divindade da vida, essa conexão interior com si mesmo, que traz todo o universo à sua volta, para dentro de si, e, então, sendo tudo, poderá tudo. Seja você de verdade.

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Culpa, sua maldita.

Culpa, sua maldita.

Hoje ouvi uma frase solta no metrô “Sabe? Aquele sentimento de culpa…”
E fiquei refletindo como deixamos com que a culpa ocupe um papel tão importante na nossa vida, nos impedindo de fazer coisas que queríamos, nos impedindo de seguir em frente, nos freando sempre por qualquer coisa, por nada, por motivo algum.
Ah, a culpa…
Essa engenhosa inimiga sempre malvada apontando o dedo feio bem na nossa cara, dizendo que não podemos isso, que não podemos aquilo, que não merecemos e tudo aquilo que fere nossos corações, que impede nossa força de vida de brotar no máximo de sua potência. Culpa é sempre maldita.
Não sei quando é que resolvemos sentir tanta culpa, carregar tanto fardo, sentir sempre tanto remorso. Não importa. Sei que ela pode controlar sua vida. Não deixe nunca. Pois se ela está fazendo isso é sempre com o intuito de prejudicá-lo. Sempre. A culpa é mesmo maldita.
Calma, eu compreendo suas dúvidas. Eu sei que a culpa, muitas vezes, vem acompanhada de algum sentimento bom. Sentimos culpa por estarmos fazendo alguma coisa que não está certa. Mas você já se perguntou: quem determina o certo? É claro também que há culpas que nascem idiotas como culpa por comer doce, mas se você tem diabetes, ela não tão idiota assim, não é mesmo? É evidente ainda que há culpas honradas. Aquelas que sentimos quando traímos alguém querido, algum princípio que nos é caro, mas há aquelas grosseiras, desenhadas pela sociedade, só para você se sentir mal, como a culpa por ser simplesmente feliz, só por que têm mais pessoas no mundo sofrendo, ou as culpas cristãs, todas desenhadas para você voltar correndo de joelhos arrependido por ter saído do cabresto. O que é mesmo ruim na culpa e que me faz odiá-la com tanto fervor não é pelo sentimento que ela protege, com disse, há culpas honradas, mas pelo que ela faz com você. Sinceramente se você já fez, o mal está feito, se isso realmente feriu algo que acredita (e não algo externo, artificial, plantado pela sociedade e que não tenha a ver com você), não faça mais e pronto. O que é horrível da culpa é que ela cria raízes e vai consumindo sua alma, sua paz de espírito. Ela não é produtiva. Ela é aniquiladora. É, por isso, que ela pode ser boa só inicialmente para percebermos eventual erro que cometemos e ponto final, mas ela ficar ali morando no seu espírito, apontando aquele dedo feio e torto bem na sua cara. Ah, não…! Isso só atrapalha. Isso mela tua vida. Isso arruína. Isso embota. Isso pode te matar, talvez não literalmente, mas pode arruinar teu espírito. Fuja dessa culpa maldita que quer fazer morada aí dentro de você. Assuma o erro, sacuda a poeira e siga em frente. É por isso que Aldous Huxley tem mesmo toda razão quando diz: “Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo”.

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A voz do coração

Sempre disse que a solidão é boa e generosa. Ela te permite ficar quieto e pensar. Quem hoje em dia consegue isso, se não estiver só? Só quieto você conseguirá ouvir a voz do seu próprio coração. Geralmente ele te dirá coisas muito importantes. É ele que deve ser sua bússola. É ele que precisa desabafar e ser ouvido. Muitas vezes, o coração fica quieto, chorando bem baixinho só para não nos angustiar. Mas quando ficamos sozinhos, ele conta tudo e se alivia. É nessas horas que percebemos o quanto ele aguentou calado. Não devemos nunca sufocá-lo. Não. Sua voz é a mais importante. Ele precisa ser seu norte. Precisa te inspirar, te trazer ideias, contar tudo de sua intuição, dos seus amores, só assim você conseguirá nortear sua vida para aquilo que realmente te importa. Só assim você conseguirá silenciar as vozes do mundo que tanto tumultuam seu destino, confundindo seus caminhos. É o coração que sabe o que você realmente deseja nesse mundo, só ele. É ele que, sem fórmulas ou explicações, sabe onde quer chegar e tem a força necessária para te levar lá. É ele que é corajoso e que se lança a sonhar e a amar só para viver. E existe algo mais profundo que isso? Há algo mais divino? Sinceramente acredito que a voz do coração é a forma como conversamos com nosso eu superior, com a natureza, com Deus, não importa como queira chamar, o que importa é que essa voz é divina e não podemos desperdiçá-la. Por isso, fuja para seu silêncio sempre que puder para voltar a se conectar consigo mesmo. Sua vida, então, terá, mais uma vez, sentido.

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Sobremesa do jantar

Havia uma brisa leve no ar. Eu podia sentir as notícias que ela trazia. É curioso como podemos ouvir o tempo nos sussurrar, sorrindo, como se fôssemos crianças e nos contasse um pequeno segredinho, algo que nos surpreende de um jeito bom e nos faz rir feito criança ao descobrir a sobremesa que tem para o jantar. Era alguma coisa assim que eu sentia e era inevitável sorrir e sorrir de novo, olhando para todos os lados animada, como para que descobrissem que existia alguma coisa e que era muito boa e que poderiam comigo relaxar e se divertir, podiam confiar. Como explicar a alegria que brinca com meus olhos e minha boca e me faz flutuar? Sem nada de concreto, só suposições, de um vento alegre e faceiro? Como justificar essa alegria boba que no fundo é mais uma promessa, mas que ainda assim parece mais doce e saborosa que a própria sobremesa do jantar? Às vezes nem precisamos do doce, só precisamos nos lembrar que ele está logo ali, que existe sua possibilidade. Só isso.

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Minha pequena menina de olhos grandes

Às vezes tenho saudades da menina que tantas vezes me fez perder o sono, com sua cabeça tão acelerada, sempre pensando em histórias para contar. Ela tinha olhos grandes de jabuticabas e seus olhos alegres e faceiros estavam sempre brilhando para mim. Ela me atordoava e frequentemente me irritava com sua alegria suprema, mas então, de repente, ficava quieta, cansada e dormia um sonho de anjos bem à minha frente. E com que facilidade dormia, como se preocupações nunca pudessem pousar em sua linda cabecinha ou como se ela soubesse que se preocupar, de verdade, nada mudava, pior intensificava o que ela não queria. Tenho saudades da sua alegria, mas principalmente das suas brincadeiras bobas e de rir com ela sem freios até chorar. Era sempre divertido estar ao seu lado. Era como se a tristeza vivesse de férias. Fico muitas vezes me perguntando onde é que ela foi parar, minha pequena menina. Não sei se a assustei empilhando tantos documentos à sua frente, a impedindo de olhar a paisagem da janela, ou se foi o semblante sério, que ganhei com os anos, que ela não gostou. Continuo procurando minha menina por toda parte, mas ela só aparece quando danço à toa, canto ou corro, sem motivo algum. Até quando grito bem alto ela se diverte. Nessas horas ela ri para mim com seus olhos grandes, como se dissesse, que nunca se foi e que estará sempre comigo enquanto houver vida vivida, no sentido mais profundo dessa palavra.

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