Somos um

Já acreditei demais, já duvidei de tudo, é difícil explicar como a fé existia e depois como fugiu…mais curioso ainda é ver como ela veio renascendo toda amadurecida…
Hoje olho o mundo e percebo a força da natureza, mas muito mais que uma força qualquer física e científica, vejo uma força que é tudo isso, mas tambem uma força de significados e coincidências. Consigo ver claramente a inteligência por trás dos acasos. Sinto forte sua presença, mas sinto também muito intensamente nossa própria força interior que se conecta com essa força externa e causa transformações. Nascemos com o poder que precisamos para operar nossos próprios milagres…Parece difícil acreditar, mas estou sentada em uma posição de ver que eles acontecem…Nosso coração é munido de sentimentos e de uma força que naturalmente se conecta com essa força maior, é como se fossem uma coisa só… Essa união existe muito forte. Conseguimos facilmente sentir tudo isso, se formos quem somos de verdade, se nos permitirmos sentir aquilo que sentimos de verdade. Não há espaço para meio termo. Haverá união completa.
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O renascer

O sol nascia novamente. Sorria em ver seu brilho mais uma vez, mas não me surpreendi, se o sol sempre vem, tinha mesmo que voltar a brilhar. Ainda que eu soubesse, o brilho tinha uma luminosidade mais que especial. O inverno torna qualquer raio solar mais que bem vindo e faz com que enxerguemos a importância do calor e da vida de volta pulsando em nós. Não há como deixar de sentir a gratidão escorrendo pelos meus olhos. E por que não se entregar a sentir de forma plena a alegria que chega a transbordar a alma?
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A grama do outro é mesmo mais verde

Olhamos para grama do vizinho e invariavelmente ela é mais verde. Sua casa parece mais bonita. As árvores mais floridas. É uma coisa!
No final, é isso mesmo. Ela é mais verde para você, que, além de não conseguir enxergar a grama dele de perto, fica olhando para o lado, esquecendo de olhar para si mesmo, reconhecer suas vitórias, suas conquistas e todas as flores que estão ali bem na árvore do seu jardim, caindo no chão sem nem ter sido prestigiadas.
Olhar para o lado, amaldiçoar sua própria vida, desdenhar suas conquistas, e jurar de pé junto que era você quem merecia tudo e sempre e não o outro, é um hábito dos mais terríveis. Não por nada. A grama do vizinho não vai gorar só por que você ficou olhando feio. Não. O problema é que, ao fazer isso, é sua própria grama que vai morrendo. Essa raiva sentida e cultivada com devoção de se posar de vítima o tempo todo é como brasa quente, queima quem a segura mais tempo. É sua grama que vai queimar. Se ao invés de ficar ali, de olho no outro, pensando por que não aconteceu com você, usar essa energia para se alegrar pela conquista merecida, ainda que não seja sua (não é por que não é sua que não é merecida), para usar o exemplo de conquista do outro como uma possibilidade àquilo que não lhe parecia possível, para um incentivo ainda maior para você ter aquilo que quer e acredita… Ah se fizesse isso…a grama do seu jardim mudaria de cor instantaneamente. A mudança que precisa acontecer é dentro de você.
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Tudo e Nada

Ah… na vida é preciso tanto e não é preciso nada… Precisamos de força, precisamos de alegria, precisamos de amor e daquela vontade enlouquecida… Mas também se olharmos dentro da gente perceberemos que temos o pacote completo, tem mesmo tudo ali dentro de nós.
Saiba que existe uma energia muito forte dentro de você e seu coração sabe das respostas.
Dúvidas homéricas podem te incomodar, dores das mais terríveis, dilemas existenciais, mas tudo o que precisa é silêncio, conectar-se com si mesmo, desligar as vozes do mundo, olhar dentro do seu coração, ouvir as respostas e se lembrar que existe sempre o caminho do medo e do amor. Prefira sempre o último, pois é lá que seu coração vai sorrir….!
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Para que saber o caminho?

Muitas vezes ficamos desesperados com o “como”… Como chegaremos lá? Como vou resolver essa questão? Como vou conseguir aquilo que tanto quero? Essa fixação pelo “como” geralmente não ajuda. Não é preciso enxergar a estrada inteira para encontrar o caminho. Geralmente enxergamos os próximos metros e é assim que tem que ser. A vida costuma se revelar por suas misteriosas coincidências, por suas surpresas maravilhosas, nos dando ainda muito mais do que aquilo que queríamos inicialmente… Para que querer acabar com os mistérios? Para que querer saber todo trajeto que irá percorrer? O desconhecido é sempre mais encantador. Confie que o caminho surgirá sob seus pés, mas que é preciso, mesmo no escuro, dar o primeiro passo.

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A ovelha e Deus

A ovelha e Deus

—Ai, meu Deus, é muita dor, muita dor, muita dor… Não sei se consigo aguentar!!! —gritava a ovelha desesperada.
O diabo, que estava tirando um cochilo, acordou assustando com tanta gritaria.
—Que foi, ovelha? Por que reclama tanto? —perguntou o diabo.
—Meu Deus, eu não entendo os desígnios do senhor. Por que aniquilou tantas ovelhas do rebanho.
O diabo bufou, lhe cansava tanta gente reclamando o tempo todo, nunca entendeu por que não faziam aquilo que queriam e pronto.
—Responda, meu bom Deus, responda!
—Você deu sorte. Estou com bom humor e isso é raro. Sou sádico.
—Como assim, Senhor? Como assim?
—Ora, eu preciso me divertir . Às vezes só um massacre pode acalmar meus ânimos.
—Que horror!
—Veja bem como fala. Eu posso tudo, se esqueceu? E você não pode nada.
—Claro, meu bom Deus, sou temente ao Senhor.
—Eu sei.
—Como sabe?
—Parte do horror é para que isso aconteça.
—Como assim?
—Precisam ser tementes a mim. Entendeu?
—Isso clarifica bem as coisas.
—Mais alguma coisa, dona ovelha? Eu estava dormindo.
—É que estou sofrendo muito.
—Eu sei.
—E o que tem a dizer, Senhor?
—Nada.
—Nada?
—Nadinha de nada.
—Não vai me consolar?
—E por quê?
—Por que estou sofrendo.
—E eu com isso? Quantas vezes preciso explicar que sou sádico e seu sofrimento até me entretém. Mas que chatice!
—Me desculpe…É que não entendo.
—Não é de se admirar. Poucos entendem.
—Entendem o quê?
—Não adianta…você não irá entender.
—Eu sou uma ovelha inteligente, me explique.
—Sorte sua, dona ovelha, que estou de bom humor. Todos sabem que a vida um dia acaba e ainda assim sofrem.
—É que é muita tristeza. Eu era apegada ao meu rebanho.
—As ovelhinhas estão aqui no céu, brincando comigo. Melhora saber disso?
—Estão mesmo?
—Se você acredita… quem poderá dizer que está errada, dona ovelha?
—Mas estão mesmo, Deus?
—Claro que sim —disse o diabo dando risada.
—Isso acalenta meu coração.
—Eu sei.
—Acreditar que tudo continua em algum lugar sempre e sempre.
—Eu sei.
—Pois é, aqui no céu todos brincam comigo o dia inteiro. E por que você teme a morte?
—Não sei…Besteira, não é?
O diabo gargalhou.
—Muita. Você já imaginou o que faria se soubesse que tudo termina mesmo?
—Acho que teria feito tudo diferente. Teria feito muito mais com o que tenho.
—O que, por exemplo?
—Ah, tudo. Certamente não estaria aqui nesse rebanho bobo e sem opinião.
—Pois é….
—Mas não temos força, não somos nada sem o Senhor. E o melhor é ficarmos aqui juntinhos.
—Isso mesmo —ria o diabo.
A ovelha ouviu a risada.
—Não é assim?
O diabo resolveu falar para aquela ovelha tagarela e curiosa.
—Não é. Claro que não!
—Como assim?
—Vocês têm o poder. Esqueceu da serpente que trouxe o conhecimento? Tá na bíblia.
—A serpente é má.
—Viu só? Não tem jeito de você entender.
—Tente de novo. Sou esforçada.
—Você tem mesmo muita sorte, dona ovelha. Estou bonzinho hoje. A serpente mentiu para Eva?
—Claro que sim.
—Por que ela mentia?
—Falou sobre abrir os olhos e conhecer o bem e o mal, como Deus, quer dizer o Senhor.
—Foi mentira?
—Não…?
—E quem mentiu que quem comesse a fruta da árvore do conhecimento morreria?
—Deus… quer dizer Você, desculpe, o Senhor.
—Pois é….
—Mas o que isso quer dizer?
—Eu sabia que não iria entender…
—Agora tem que falar!
—Não tenho nada.
—Tem sim!
—Você não percebe, ovelha boba, que vocês receberam o poder da serpente.
—Mas não somos nada sem o Senhor. Não podemos nada.
—E pensando assim, acabam não podendo mesmo.
—Mas você acha que eu posso?
—Todo seu rebanho morreu. Você pode recomeçar sua vida, ovelha. Fazer aquilo que quer de verdade. Já pensou nisso, dona ovelha?
—Mas eu quero seguir o caminho do Senhor.
—É… não tem jeito mesmo —suspirou o diabo sendo sincero — Poucos realmente entendem que têm o poder, que, de verdade, escolhem seus caminhos e que é aí está o verdadeiro livre-arbítrio.
—Mas o Senhor não quer que sigamos a palavra do Senhor, e sigamos sempre como um rebanho?
—É claro que é o que eu quero.
—Então eu não entendo…
—Eu sabia —disse o diabo. —Poucos estão acordados. Olha, me desculpe, dona ovelha, mas eu preciso ir, essa conversa tá muito chata. E com toda sinceridade, parece que falo com uma pedra.
—Mas o que será de mim, Senhor?
—Você quem decidirá.
—Mas eu quero saber do Senhor.
—Continue fazendo o que sempre fez.
—Tudo igual? Sempre? —A ovelha estava aliviada.
—Claro e terá tudo o que sempre teve.
—Obrigada, meu bom Deus.
—Agradeça ao Senhor.
O diabo riu e foi embora.

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No fundo o poder está em nossas mãos

Ouço notícias gloriosas de pessoas que admiro, fico feliz, é como se fosse feita justiça.
Nem sempre temos aquilo que merecemos…Há quem diga também que temos exatamente aquilo que merecemos…E há quem diga ainda mais… que somos exatamente aquilo que acreditamos que somos, nem tanto aquilo que somos de verdade…
É uma loucura!
Mas se pensarmos com cuidado perceberemos que criamos rótulos, verdades a nosso respeito que foram formadas em uma época e em uma circunstância que talvez não persista mais….De todo modo, pouco importa. Importa de verdade aquilo que você se propõe a ser…Não…ainda não é isso, é mais que isso. Importa, de verdade, aquilo que você acredita que é, aquilo que acredita que possa se transformar.
Você acorda um dia decidido e de repente você acredita… Como condicionar a mente a acreditar que é o x da questão. Talvez seja mais fácil se tornando, vivendo, se esforçando, então, o cérebro acreditará que é legítimo. Mas às vezes simplesmente viramos uma chave. Sim, simplesmente cansamos de carregar aquele rótulo e o deixamos com louvor para trás… Você pode tudo. E, se for pensar friamente, pode mesmo! E aquilo que quer para você genuinamente sempre foi você e sempre foi seu.

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Acreditar…Você acredita?

Acreditar…Você acredita?
Acreditar…assim… de verdade??
Acreditar como se não houvesse amanhã…?
Acreditar além da correnteza que bate contra…?
Acreditar além do mundo que só diz não secreta e repetidamente a todo tempo ao pé do teu ouvido…?
Acreditar além do amanhã que pode nunca chegar…Acreditar hoje, não, mais que isso, acreditar agora, acima de tudo e todos, acima até de você mesmo e todas suas infinitas inseguranças…?
Acreditar com uma fé inabalável, como se já estivesse aqui e agora, como se fosse real?
E aí, você acredita?
E se eu te dissesse que é tudo que precisa para voar, se assim quisesse?
E se só fosse preciso essa fé forte, que consegue enxergar a rosa ao invés dos espinhos que perfuram sua pele com vigor? Que consegue ver o azul profundo da calmaria do mar embaixo das tormentas? Que consegue se ver satisfeito mesmo faminto? Que consegue sorrir sangrando? Que tipo de fé é essa que consegue viver antes de ter acontecido???
Só o amor pode fazer alguém desejar tanto alguma coisa, tanto mais que o que se preconiza normal e real… Só o amor violento daquela doce obsessão de quem imagina castelos dourados onde só existe areia voando ao vento. Amor que transforma. Não é qualquer amor. Eu te garanto.
Amor que opera milagres que aconteceram somente na sua imaginação para mim é a maior magia que há.
A simbologia de que tudo nos contos de fadas se resolve com o beijo do verdadeiro amor não é pura baboseira…
Significados ocultos estão presentes a todo tempo.
Não é fácil amar e acreditar tanto assim…
É, muito mais que trabalhoso, é natural.
Ninguém força um amor desses. Vem de dentro.

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Seja você de verdade

Há alguma coisa de doce no olhar daquele que está em contato com sua própria essência, além da compreensão. Eu não sei o que é, mas toda vez que encontro esse olhar é mágico. É a pessoa sendo aquilo que ela realmente é, de forma legítima, sem interferências, cópias ou códigos morais . É uma força suprema que percebo tem força de destruir as barreiras e mudar o mundo. Basta simplesmente ser, de verdade, com profundidade, em sua máxima essência. Essa é a divindade da vida, essa conexão interior com si mesmo, que traz todo o universo à sua volta, para dentro de si, e, então, sendo tudo, poderá tudo. Seja você de verdade.

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Culpa, sua maldita.

Culpa, sua maldita.

Hoje ouvi uma frase solta no metrô “Sabe? Aquele sentimento de culpa…”
E fiquei refletindo como deixamos com que a culpa ocupe um papel tão importante na nossa vida, nos impedindo de fazer coisas que queríamos, nos impedindo de seguir em frente, nos freando sempre por qualquer coisa, por nada, por motivo algum.
Ah, a culpa…
Essa engenhosa inimiga sempre malvada apontando o dedo feio bem na nossa cara, dizendo que não podemos isso, que não podemos aquilo, que não merecemos e tudo aquilo que fere nossos corações, que impede nossa força de vida de brotar no máximo de sua potência. Culpa é sempre maldita.
Não sei quando é que resolvemos sentir tanta culpa, carregar tanto fardo, sentir sempre tanto remorso. Não importa. Sei que ela pode controlar sua vida. Não deixe nunca. Pois se ela está fazendo isso é sempre com o intuito de prejudicá-lo. Sempre. A culpa é mesmo maldita.
Calma, eu compreendo suas dúvidas. Eu sei que a culpa, muitas vezes, vem acompanhada de algum sentimento bom. Sentimos culpa por estarmos fazendo alguma coisa que não está certa. Mas você já se perguntou: quem determina o certo? É claro também que há culpas que nascem idiotas como culpa por comer doce, mas se você tem diabetes, ela não tão idiota assim, não é mesmo? É evidente ainda que há culpas honradas. Aquelas que sentimos quando traímos alguém querido, algum princípio que nos é caro, mas há aquelas grosseiras, desenhadas pela sociedade, só para você se sentir mal, como a culpa por ser simplesmente feliz, só por que têm mais pessoas no mundo sofrendo, ou as culpas cristãs, todas desenhadas para você voltar correndo de joelhos arrependido por ter saído do cabresto. O que é mesmo ruim na culpa e que me faz odiá-la com tanto fervor não é pelo sentimento que ela protege, com disse, há culpas honradas, mas pelo que ela faz com você. Sinceramente se você já fez, o mal está feito, se isso realmente feriu algo que acredita (e não algo externo, artificial, plantado pela sociedade e que não tenha a ver com você), não faça mais e pronto. O que é horrível da culpa é que ela cria raízes e vai consumindo sua alma, sua paz de espírito. Ela não é produtiva. Ela é aniquiladora. É, por isso, que ela pode ser boa só inicialmente para percebermos eventual erro que cometemos e ponto final, mas ela ficar ali morando no seu espírito, apontando aquele dedo feio e torto bem na sua cara. Ah, não…! Isso só atrapalha. Isso mela tua vida. Isso arruína. Isso embota. Isso pode te matar, talvez não literalmente, mas pode arruinar teu espírito. Fuja dessa culpa maldita que quer fazer morada aí dentro de você. Assuma o erro, sacuda a poeira e siga em frente. É por isso que Aldous Huxley tem mesmo toda razão quando diz: “Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo”.

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